Bruna Benites interview on Women's Soccer United

A jogadora Bruna Benites acabou de conquistar o Mundial de Clubes no Japão com a sua equipe de São José e é a capitã da Seleção Brasileira de Futebol Feminino.

A zagueira de confiança desempenhou um papel fundamental no sucesso a longo prazo do São José, no Brasil, bem como na sua recente vitória no Japão derrotando o Arsenal Ladies por 2-0, na final, ao ser coroado campeão.

Bruna e Seleção Feminina do Brasil estão prestes a competir no Torneio Internacional de Brasília, 2014, contra as seleções dos EUA, China e Argentina. Em uma entrevista exclusiva ao Women’s Soccer United, a capitã e zagueira do São José discute o sucesso em nível de clube, suas experiências recentes no Japão e os preparativos do Brasil para a Algarve Cup e para a Copa do Mundo Feminina da FIFA, Canadá 2015.

Women’s Soccer United: Primeiramente, gostaria de parabenizá-la por mais um título e agradecer pela entrevista.

Bruna, você já ganhou todos os títulos possíveis com o seu clube (São José EC).Vocês já foram duas vezes campeãs da Copa do Brasil, três vezes campeãs da Libertadores e agora ganharam o Mundial de Clubes no Japão. Na sua opinião, o que torna o São José um time tão vencedor e quais dicas você daria aos outros times da América do Sul para alcançar tantos êxitos?

Bruna Benites: Muitas pessoas me fazem esta pergunta e eu sempre respondo que o mais importante é a continuidade do trabalho. Felizmente nos é dado um suporte muito grande por parte da cidade de São José dos Campos e isso é raro no futebol feminino brasileiro, pois, todo ano algumas equipes acabam. Acredito que se houvessem outros projetos como o do São José, o nosso futebol feminino estaria muito melhor do que é.

WSU: Como foi a experiência de jogar no Japão, contra times como Arsenal Ladies e Urawa Reds?

Bruna: Eu fiquei apaixonada pelo Japão, pela educação e receptividade do povo japonês. A estrutura do torneio também foi algo que me impressionou. Jogamos e treinamos em excelentes estádios. Eles também nos apresentaram um Centro de Excelência do Esporte que serve para preparar atletas olímpicos e disseram que já está praticamente tudo pronto para as Olimpíadas de Tóquio em 2020. Quanto as equipes que enfrentamos, foram jogos difíceis. Jogamos contra duas escolas de futebol muito diferentes. O Urawa Reds é uma equipe de muito toque de bola, com passes precisos e velocidade. Elas jogam o tempo todo no campo do adversário. Já o Arsenal é um time muito bem treinado taticamente, alto e de bastante força física. Tivemos muita dificuldade em ambos os jogos mas já sabíamos o que viria pela frente e estávamos preparadas.

International Women's Club Championship medal

WSU: Além de ter um importante papel no São José, você ainda é a capitã da seleção brasileira. O Brasil conquistou a Copa América há pouco tempo, mas nos últimos grandes torneios (Copa do Mundo e Olimpíadas) não tem alcançado muitos êxitos como anteriormente. Pra você, o que falta para o Brasil estar novamente entre as melhores seleções do mundo e disputar títulos?

Bruna: Sem dúvida nenhuma falta planejamento e investimento. Enquanto nós vemos a cada ano os clubes de futebol feminino no Brasil acabarem, os outros países estão evoluindo, estão dando suporte para a modalidade, fazendo trabalho de base, dando boas condições de estrutura para treinamento e por aí vai. Felizmente acho que algumas pessoas estão abrindo os olhos e vendo que precisamos de uma mudança de atitude. O próprio Vadão, que hoje é o nosso comandante na seleção brasileira, tem batido nesta tecla. Espero que o próximo ano tenhamos boas notícias!

WSU: O Brasil tem jogado recentemente muito desfalcado, sem algumas das suas principais jogadoras que, provavelmente, serão titulares na seleção. Teremos dois torneios importantes por agora (Brasília e Algarve) e jogaremos contra seleções muito fortes. Na sua opinião, chegou o momento de jogar com força total para dar ritmo e entrosamento as jogadoras que serão titulares no Mundial do ano que vem ou o técnico continuará fazendo testes no time?

Bruna: Em todas as convocações o nosso desejo é que todas estejam presente mas nem sempre isso é possível. Eu acredito que a seleção já tenha uma base para os torneios e para o mundial. Todos sabemos que quanto mais tempo jogando juntas mais fácil as coisas ficam dentro de campo então eu espero que possamos encontrar um time considerado “ideal” para darmos ritmo o quanto antes.

WSU: Você consideraria jogar em uma liga no exterior? Se sim, qual liga você idealmente gostaria de competir e por quê?

Bruna: Acho que todo atleta deve estar preparado para novos desafios. Este ano tive proposta para as três ligas que eu considero as mais fortes: americana, sueca e alemã, mas acabei optando por continuar no Brasil. Existem vários fatores que me fizeram ficar, mas devo confessar que é lógico que existe um desejo de atuar em uma destas três ligas por se tratar de um futebol de alto nível e pela estrutura do futebol feminino nestes países.

WSU: Finalmente, quem você descreveria como a melhor jogadora que você já atuou contra e a melhor que você já atuou junto?

Bruna: Eu citaria a Formiga. Posso falar das duas situações pois já joguei contra, quando eu atuava pelo Foz Cataratas, e atualmente somos companheiras de clube e seleção. Na minha opinião ela é uma das melhores jogadoras em atividade, e principalmente é uma excelente pessoa.

WSU: Gostaria de agradecer novamente pela entrevista e desejar boa sorte no Torneio Internacional de Brasília.

2 Comments
  1. Author
    Izzy 5 years ago

    Obrigada pela entrevista Bruna! Você é uma grande jogadora! Parabéns pelo título!

  2. Asa 5 years ago

    Thank you Izzy

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