Carolina Mendes: Algarve Cup a unique opportunity

Hard-working, strong in the air and with a keen eye for a scoring opportunity, a tally of three goals in just seven appearances ensured Portugal striker Carolina Mendes certainly caught the eye in Group 5 of European Zone qualifying for the FIFA Women’s World Cup Canada 2015 – despite Francisco Neto’s improving side missing out on a place at the global finals.

Next on the agenda for Mendes and her Selecção das Quinas colleagues is the prestigious annual Algarve Cup, running from 4 to 11 March, and the 27-year-old attacker kindly took time out from her team’s preparations to speak exclusively to Women’s Soccer United.

Women’s Soccer United: How did you start playing football and who were your biggest influences when you were growing up?

Carolina Mendes: Though I came into competitive football quite late, I had a ball at my feet since I was very small and whenever I had the chance I’d be out there playing with my friends and school-mates. I grew up idolising the likes of Deco, Ronaldinho, [Frank] Lampard, [David] Beckham and more recently [Cristiano] Ronaldo, but aside from them there have been several people who played an important part in the progress I’ve made and in me growing as a player and a person. My family, namely my parents, have been and still are extremely important, they’ve always supported my decision to play this sport. It’s thanks to Francisco Maia that I started playing football, while there’s also Rita Rato, who interestingly gave up football to move into politics, and Carla Cristina, former national-team goalkeeper and captain. There are others too who’ve also been important to me along the way but the people I’ve mentioned have, in a way, been the most influential and had more of an impact on my development.

Embora o futebol federado aparecesse tarde na minha vida, desde muito nova que andava com a bola debaixo do braço. Estava sempre a jogar à bola, sempre que havia um tempo livre era aproveitado a jogar com os amigos e colegas da escola. Para além dos meus ídolos, na infância idolatrava Deco, Ronaldinho, Lampard, Beckham e, hoje em dia, o Ronaldo, tive várias pessoas que foram importantes no meu percurso e crescimento enquanto pessoa e atleta, a minha família, nomeadamente os meus pais, que foram e são extremamente importantes e sempre me apoiaram para a prática do desporto. Francisco Maia, graças a ele comecei a jogar futebol, Rita Rato, que curiosamente abandonou o futebol e dedicou-se à Política e Carla Cristina, ex-guarda redes e capitã da Seleção Nacional. Existem outras pessoas que foram importantes no meu percurso, mas estas, de certa forma, influenciaram-me e foram mais marcantes no meu crescimento.

WSU: You left Portugal to play in Spain and then Italy, and are now at Russian club FC Rossiyanka. How important has playing abroad been to your development?

CM: I left Portugal at 22 to play in the Spanish league, in the Catalan team L’Estartit, I had a season at another Spanish team Olivenza and then went to Italy, where in 2013/14 I turned out for Riviera di Romagna. When we leave our comfort zone and go somewhere unfamiliar, in this case Italy or Russia, you enter a period of continuous learning – every experience is new and totally enriching. You start to appreciate those around you more and learn how to handle a variety of situations on your own, which makes you grow as a person. The fact you’re in another country and have the chance to work in a different way and learn about other situations, kinds of football, players and training methods – which can only help you improve and evolve as a player – is in the end what makes you try your luck outside of Portugal. I must admit I’ve not totally adapted to life in Russia yet, mainly because of the language barrier as not many people speak English here, but footballing-wise I am settled and I’ve been pleasantly surprised by the conditions for the players here at FC Rossiyanka. I’ve been impressed by the level of professionalism here, both in training and on matchdays, as well as everything they put in place for us to focus on playing football.

Deixei Portugal com 22 anos para jogar em Espanha, na equipa da catalunha, estive ainda uma época em Olivenza (Espanha) e depois disso fui para Itália, onde vesti a camisola da equipa Riviera di Romagna durante a época de 2013/14. Quando deixamos a nossa zona de conforto e vamos para algo desconhecido, neste caso Itália ou Rússia, entramos numa aprendizagem constante, são experiências novas e totalmente enriquecedoras a todos os níveis. Começamos a valorizar mais quem nos rodeia, aprendemos muitas vezes a enfrentar sozinhos diversas situações que seriam banais, se estivéssemos no nosso país, e faz-nos crescer enquanto pessoa. O facto de estarmos noutro país e de termos oportunidade de trabalhar de forma diferente da nossa faz-nos conhecer outras realidades, conhecer outro futebol, outras jogadoras, outros métodos de treino que enquanto jogadora só temos a ganhar e a evoluir, que é aquilo que, no fundo, nos faz querer sair de Portugal. Confesso que ainda não estou totalmente adaptata à vida na Russia, isto porque a língua é a principal barreira até porque eles não falam Inglês, mas ao nível do Futebol estou adaptada e confesso que fiquei surpresa quando cheguei e vi as condições que o FC Rossiyanka oferece às jogadoras. Sem dúvida que é uma realidade completamente diferente de todas as equipas onde já estive e tenho de destacar o profissionalismo com que se treina e joga, bem como tudo aquilo que oferecem às jogadoras para a prática da modalidade.

WSU: Individually and collectively what lessons can you and the team learn from Portugal’s Canada 2015 qualifying campaign?

CM: We try to draw lessons from every game. But of course no two games are the same and there are mistakes that need to be corrected and improved upon so they don’t happen in the next match: that’s the only way we can grow as a team and as a squad. I think that, despite not managing to secure qualification [for Canada 2015], we managed to improve with every game and played better and better football. When it comes to the EURO [2017] qualifying phase, we’ll try to avoid making the same mistakes twice and also keep working towards getting the right results. Only through a lot of hard work and sticking together as a squad will we manage to go far and achieve our goals.

Nós tentamos tirar ilações de todos os jogos. Logicamente que nenhum jogo é igual e existem erros que temos de corrigir e melhorar para que no jogo seguinte não aconteçam, só assim podemos crescer enquanto equipa e grupo. Penso que conseguimos apresentar melhorias de jogo para jogo e um bom futebol nesta fase de grupos, apesar de não conseguirmos o apuramento. Na próxima campanha para o Europeu vamos tentar não cometer os mesmos erros e continuar a trabalhar para os resultados aparecerem, pois só com muito trabalho e união de grupo é que conseguiremos chegar longe e atingir os nossos objetivos.

WSU: Regarding the Women’s World Cup in Canada, which players and teams are you most excited about watching? Who are the title favourites in your opinion?

CM: I can’t wait to watch all the games, at the end of the day they’re the best national teams in the world and you don’t get the chance to see this every year. In terms of players, it’s always a pleasure to watch the likes of Marta, Alex Morgan and Abby Wambach, to name but a few. I think perhaps USA are favourites for the title, but it’s all very subjective. There are a lot of teams capable of winning and, from what I’ve seen of the qualified teams, the games will be ever more fiercely contested and full of quality. Whatever happens, the fans can only benefit from that.

Estou ansiosa por ver todos os jogos, ao fim ao cabo são as melhores seleções do Mundo e não é todos os anos que temos essa oportunidade, enquanto jogadoras é sempre um prazer ver jogar Marta, Alex Morgan, Abby Wambach, entre outras. Favorito para ganhar o título talvez os USA, mas é tudo muito subjetivo. Todas têm capacidade para vencer e, daquilo que tenho visto das finalistas, cada vez mais os jogos são aguerridos e têm mais qualidade, por isso os adeptos só têm a ganhar.

WSU: As Portugal will not go to Canada 2015, is the national team’s main aim now to get as strong as possible for EURO 2017 qualifying?

CM: Yes, of course. That will be our goal, to make sure we’re properly prepared for EURO 2017 qualifying, but right now we’re fully focused on our next competition, the Algarve Cup. After that we’ll start preparing so that we hit the standard required in time for EURO 2017 qualifying.

Sim, claro. O objetivo vai passar por aí, por conseguirmos uma boa preparação para o apuramento do Euro2017, mas neste momento estamos focados na competição que se avizinha, que é a Algarve Cup. Depois disso vamos preparar-nos para estarmos ao nível desejado na qualificação do Euro 2017.

WSU: You will soon be representing Portugal at the Algarve Cup. How important is this tournament to Portuguese women’s football?

CM: I think that this is the competition that every Portuguese women’s player wants to play in. Not just because of the size and profile that the Algarve Cup enjoys, but also because of how demanding the games are and the chance to test yourself against the best players and teams in the world. All of these are unique opportunities and make this such a special tournament. And while our goal is, as always, to go as far as possible in the competition, we know just how high the standard is and how demanding the games are. So what we’ll do is this: give it our very best and enjoy every game.

Eu penso que esta é a competição que todas as jogadoras portuguesas querem jogar, não só pela importância e dimensão que a Algarve Cup tem, mas também pelos níveis exigentes dos jogos e a oportunidade de jogar contra as melhores seleções/jogadoras do Mundo. Tudo isso são oportunidades únicas que tornam este torneio tão especial. Obviamente que os nossos objetivos passam sempre por ir o mais longe possível na competição, mesmo sabendo que o nível e o grau de exigência dos jogos são muito elevados. Isso é o que vamos fazer: dar o nosso melhor e desfrutar de cada jogo.

1 Comment
  1. Asa 5 years ago

    Thank you Nick great interview

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