Rodrigues sisters Andrea and Adriana

Competition crucial for Portugal’s sister act

With a Brazilian mother, Portuguese father and an American upbringing, Rodrigues sisters Andrea and Adriana have had no shortage of cultural influences on their way up the women’s football ladder.

And after thriving together at St. Petersburg High School in Florida, before their college educations took them on separate paths – midfielder/attacker Andrea to the University of Central Florida and defender/midfielder Adriana to Jacksonville University – since 2011 the pair have been reunited for Portugal’s senior squad, now under coach Francisco Neto.

Women’s Soccer United caught up with 25-year-old Andrea, currently plying her trade in the US’ WPSL with Pinellas County United SC, and 22-year-old Adriana, of Swiss outfit FC Neunkirch, for a wide-ranging chat, including their sibling rivalry, international ambitions and potential divided loyalties come this summer’s FIFA Women’s World Cup Canada.

Women’s Soccer United: How did you first start playing football and who was key to your early and continued progress?

Adriana Rodrigues: We learned to dribble a football while we were learning to walk! My mom first tried us out in ballet and gymnastics, but once I turned three my dad signed us both up for soccer. Our parents are a fantastic support system, at least one of them would be at every game or training session. Our dad has coached us all our lives and his influence on our game has been beyond crucial.

Nós aprendemos a chutar bola enquanto ainda estávamos aprendendo a andar! Minha mãe primeiro nos fez tentar balé e ginástica, mas quando eu fiz três anos meu pai nos matriculou no futebol. Nossos pais são uma rede de apoio incrível, ao menos um deles ia a todos os jogos ou treinos. Nosso pai nos treinou durante toda nossa vida e a influência dele em nosso jogo foi mais do que fundamental.

Andrea Rodrigues: As well as our dad, who taught us everything we know, Adriana has also helped shape who I am as a player. We’ve always competed about everything, but in a positive way. We’ve fed off of each other’s drive and determination throughout our whole lives.

Além de nosso pai, que nos ensinou tudo que sabemos, a Adriana também me ajudou a me tornar quem eu sou como jogadora. Sempre competimos em tudo, mas de um jeito positivo. Nós nos alimentamos da garra e da determinação uma da outra durante toda nossa vida.

WSU: Has the fact that Andrea is a more attacking player and Adriana more defensive been a useful training tool over the years?

Andrea: The fact we play in opposing positions has always been useful for us to practice while, as I mentioned earlier, Adriana and I always found a way to compete against each other – even if we weren’t chasing the same position in the team or were playing for different sides. We pushed each other to work harder and to learn each other’s craft.

O fato de jogarmos em posições opostas sempre foi útil para que pudéssemos treinar, apesar de que, como eu disse antes, eu e a Adriana sempre demos um jeito de competir uma com a outra – mesmo se não estivéssemos lutando pela mesma posição no time ou estivéssemos jogando por equipes diferentes. Nós nos incentivávamos a trabalhar mais duro e aprender a função uma da outra.

Adriana: Particularly since Andrea is primarily left-footed and I’m right-, we were never vying for the same position, though we were both comfortable playing pretty much anywhere on the pitch. We definitely enjoyed playing and training together throughout high school, feeding the ball to each other and helping bring out the best in each other, and now we’re aiming to do that with Portugal.

Como a Andrea é originariamente canhota e eu destra, nós nunca competimos pela mesma posição, apesar de que nós duas sempre nos sentimos confortáveis de jogar em qualquer lugar do campo. Nós com certeza gostávamos de jogar e treinar juntas na escola, passando a bola uma para a outra e nos ajudando a mostrar o melhor de cada uma. Agora, nosso objetivo é fazer isso por Portugal.

WSU: Who are your role models in the women’s game? Are there any players that you’ve based your style on and why?

Adriana: We’ve grown up watching all types of football, European, Brazilian and US, so it’s hard to pick out one single player. That said, our dad used to try and instill in us a European brand of football, but with a touch of Brazilian flair!

Crescemos assistindo a todo estilo de jogo: europeu, brasileiro e americano. Por isso, é difícil escolher uma única jogadora. Dito isso, nosso pai tentava inculcar em nós um estilo europeu de futebol, mas com um toque do talento brasileiro.

Andrea: We never really focused on one specific player, as when we were training with him our dad would pick out certain moves or characteristics from a host of different players and work on them all with us. He wanted us to look up to all those players, and try and take the best bits from each to use in our own game.

Nunca ficamos prestando atenção em uma só jogadora, porque, quando treinávamos com nosso pai, ele escolhia determinados movimentos ou características de uma série de jogadoras e trabalhava neles conosco. Ele queria que admirássemos todas aquelas jogadoras e tentássemos pegar o melhor de cada uma para usarmos em nosso próprio estilo.

WSU: What are your main ambitions, both personally and collectively?

Andrea: The higher you get in the game, the less individual your ambitions and goals start to be. There are always things and skills that you can work on as an individual, but when it comes to senior international level it’s all about putting the team first. Portugal are an up-and-coming nation with great staff and a pool of players that’s becoming more competitive every year.

Quanto mais longe você for neste esporte, menos individualistas seus objetivos e ambições começam a ser. Sempre existem coisas e habilidades nas quais você pode trabalhar como pessoa, mas quando se trata do futebol de seleções principais, tudo se resume a colocar a equipe em primeiro lugar. Portugal é um país que está evoluindo, com uma ótima comissão técnica e um grupo de jogadoras que está se tornando mais competitivo a cada ano.

Adriana: At club level, with my team FC Neunkirch, we have the Swiss Cup semi-finals coming up and we’re battling near the top of the league. I think we’re more than capable of making a mark in both those competitions and it’d be a very bold statement from the club if we could. As for the national team, we’re hoping to do our bit to help Portugal keep improving with every game.

Quanto aos clubes, no FC Neunkirch (meu time) teremos em breve as semifinais da Copa da Suíça e estamos lutando pela ponta da tabela do campeonato nacional. Acho que somos mais do que capazes de deixar nossa marca nessas duas competições e o clube mostraria muito bem onde pretende chegar se conseguíssemos fazer isso. Quanto à seleção, esperamos fazer nossa parte para ajudar Portugal a continuar melhorando a cada jogo.

WSU: Can you explain how you ended up representing Portugal? Were you eligible to represent Brazil and USA also and, if so, did those countries’ associations contact you?

Andrea: Back in 2010, I was in Brazil with the Brazilian U-20 side preparing for that year’s Women’s U-20 World Cup in Germany, when I was contacted by Monica Jorge [ex-Portugal coach and now the Portuguese Football Association’s Head of Women’s Football] about the possibility of representing the senior team in their World Cup qualifying matches one month later. I felt like I had to take that opportunity and run with it, and I truly believe it was the most crucial decision I’ve ever made in my football career.

Em 2010, eu estava no Brasil com a seleção brasileira sub-20 me preparando para o Mundial Feminino Sub-20 daquele ano na Alemanha quando a Mónica Jorge [ex-técnica de Portugal e hoje diretora de Futebol Feminino da Federação Portuguesa de Futebol] entrou em contato comigo sobre a possibilidade de eu defender a seleção principal nas eliminatórias para a Copa do Mundo no mês seguinte. Senti que precisava agarrar aquela oportunidade e não deixá-la escapar. Eu realmente acredito que foi a decisão mais importante que eu tomei em toda minha carreira futebolística.

Adriana: I started out with Brazil too, when I was called up at the age of 15 for their U-17 side ahead of Women’s U-17 World Cup qualifying. But again, thanks to contact from Monica Jorge, I later tried out with Portugal and made the switch at U-19 level, soon deciding to chase a place in the senior side and represent Portugal for the rest of my career.

Eu também comecei no Brasil, já que fui convocada com 15 anos para a seleção sub-17 às vésperas das eliminatórias para o Mundial Feminino Sub-17. Mas também graças ao contato da Mónica Jorge, fiz um teste mais tarde por Portugal e mudei no sub-19. Logo decidi correr atrás de uma vaga na seleção principal e defender Portugal pelo resto de minha carreira.

WSU: One final question, what are you most looking forward to about the Women’s World Cup in Canada? Will you be supporting USA or Brazil?

Adriana: That’s always a tough decision, every time a World Cup rolls around! But luckily when Brazil play against USA, it’s a win-win situation for us. I wish all the very best to all the players taking part in the competition and promoting the women’s game and I hope to do the same with Portugal one day – it’d be a dream come true. I’m definitely looking forward to seeing how the world responds to this tournament, to get a better picture of just how evolved the women’s game is and how far it’s come.

Toda vez que tem uma Copa do Mundo, isso é sempre uma decisão difícil! Mas por sorte, quando o Brasil joga com os EUA, nós sempre saímos ganhando. Desejo o melhor para todas as jogadoras que vão à competição e estão divulgando o futebol feminino, e espero fazer o mesmo com Portugal um dia – seria um sonho que se tornaria realidade. Eu realmente não vejo a hora de ver como o mundo vai reagir a este torneio, para ter uma ideia melhor do quanto o futebol feminino já evoluiu e de como já chegou longe.

Andrea: The best part of a World Cup is seeing players’ passion for the game, whatever stage of the competition they’re in. They are there to win and do their country proud, putting aside any individual situations and putting their love for their country and their team-mates first. When it comes to USA and Brazil I’ll be supporting both, but even if I wasn’t connected to those countries the tournament would still be a pleasure to watch.

A melhor parte da Copa do Mundo é ver a paixão das jogadoras pelo esporte, seja em que fase da competição elas estiverem. Elas estão lá para ganhar e encher seus países de orgulho, deixando de lado qualquer aspecto individual e colocando seu amor pelo próprio país e pelas companheiras de equipe em primeiro lugar. Quando tem EUA x Brasil, eu torço pelos dois, mas mesmo se eu não estivesse ligada a esses países ainda seria um prazer assistir ao torneio.

Interview by Nick Aitken, Portuguese translation by Martim dos Santos

2 Comments
  1. Izzy 4 years ago

    Great interview! It is a shame both didn’t choose to play for Brazil. I would love see them in our women’s national team. But maybe was easier be part of Portugal senior team than being selected by the Brazilian or US senior teams.
    I always thought that our countries are siblings, so I cheer a lot for the development of women’s soccer in Portugal.

  2. Asa 4 years ago

    Great interview Nick, Thank you

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