Mónica Mendes interview

As bright, brave and determined out on the pitch as she is off it, 21-year-old defender Mónica Mendes has certainly worked hard to get where she is today – the senior Portugal national team and in her final year at the University of Texas Brownsville – yet you will rarely see her without a broad smile and cheery disposition.

In an exclusive chat with Women’s Soccer United, the former Beira-Mar Clube Atletico de Almada, S.U. 1º de Dezembro, DC United Reserves and Washington Spirit Reserves player – whose medal collection already features three Portuguese titles, two Portuguese Cups, the 2014 National Amateur Championship and runners-up finishes in the 2012 USL National Championship and 2014 W-League National Championship – spoke about her future at club level, the Portuguese Football Federation (FPF) and Portugal’s EURO 2017 dream.

Women’s Soccer United: The last time we met, in 2012, you were studying at the University of Texas Brownsville. Are you still managing to combine higher education with your sporting commitments?

Mónica Mendes: Yes, I’m in my Senior Year now and, if everything goes to plan, come May 2015 I’ll be holding my degree certificate in Kinesiology. Combining studying and football is very demanding, so you need to be very determined and willing to make sacrifices to do them both at the same time. For example, when I go off to play for the national team I take all my course books with me and make sure I study. And when I go off with my university team to play in another state in the USA I take my computer and my books and I study there too. It’s all a matter of being committed and, more than anything, really enjoying what you do.

Sim, estou no meu último ano de universidade, no “Senior Year” e, se tudo correr como esperado, em Maio do próximo ano (2015) terei o meu diploma em “Kinesiology”. Estudar e jogar futebol ao mesmo tempo exige muito e é preciso ter muito espírito de sacrífico e determinação para combinar tudo ao mesmo tempo. Por exemplo, quando vou para estágios com a Seleção Nacional levo os meus livros todos para estudar, e estudo. Quando viajo com a minha equipa dos EUA para ir jogar a outro estado também levo o meu computador e os livros para estudar. É tudo uma questão de empenho e de, acima de tudo, gostar muito do que se faz.

WSU: What’s your current club situation? Do you have plans to play professionally after university and have you had any offers already?

MM: This summer I played for Washington Spirit Reserves in Washington DC and we finished our competition as US runners-up. At this precise moment in time, however, I’m back with my university side (UTB), for whom I’ll be playing my final season. We’re in the Red River Athletic Conference and belong to the NAIA (National Association of Intercollegiate Athletics). So far I’ve had offers from clubs to go and play in Europe, but there have also been approaches from teams in the USA. I still don’t know what my future will hold, because I’m still under contract to my team at the UTB, but one thing’s for sure: by this time next year I want to be playing professionally.

Neste verão joguei no Washington Spirit Reserves em Washington DC onde acabámos o torneio como Vice- Campeãs dos EUA. No entanto, neste preciso momento, estou de novo com a equipa da Universidade (UTB) onde jogarei a minha última época. Nós disputamos a Red River Athletic Conference e pertencemos à NAIA (National Association of Intercollegiate Athletics). Até ao momento, tenho recebido propostas para ir jogar para a Europa, mas também já tive abordagens de clubes dos EUA para ficar. Ainda não sei qual será o meu futuro, porque ainda tenho contrato com a minha equipa da UTB. No entanto, a única certeza que tenho é que daqui a um ano quero estar a jogar profissionalmente.

WSU: Can you tell us about how you got the opportunity to go to the USA? What role did FPF director Mónica Jorge have to play?

MM: When I was in my last year of high school in Portugal, in 2010/11, I was approached by a Portuguese-American man who knew Mónica Jorge and Nikola Barjaktarevic, who would be my first coach at UTB. It was through him that they [UTB] began to talk me. At the time, Mónica was my coach with Portugal U-19s and she gave me a lot of advice throughout the whole process.

Quando estava no meu último ano do ensino secundário em Portugal, em 2010/2011, fui abordada por um senhor que é luso-americano, que conhecia a Prof.ª Mónica Jorge e o meu antigo treinador da Universidade Nikola Barjaktarevic, e através dele começaram a falar comigo. Na altura, a Prof.ª Mónica Jorge era minha Selecionadora nas Sub-19 e aconselhou-me bastante ao longo deste processo.

WSU: When did you first start playing football? What advice would you give to young girls wanting to try the game but finding it difficult?

MM: I started playing football when I about three or four years old. As well as doing his day job, my dad also coached football and it was with him that I first started. I can still remember starting out, being the only girl amongst a big group of boys, many of whom were several years older than me. In fact, at the time there weren’t many girls who liked playing football, never mind the fact there was major discrimination against and preconceptions about those who actually did play. But the fact that there weren’t many other girls didn’t hold me back, it was arguably the opposite, as it helped me to really progress in football. That said, nowadays girls in Portugal have much more of a chance to play football. Attitudes in our society have changed quite a lot, particularly in the last five years, and that’s why we’re now started to see more and more girls who want to play the game. The best piece of advice I can give is this: however much adversity you face, always keep following your dreams. Never give up something that makes you happy!

Comecei a jogar futebol por volta dos meus 3/4 anos de idade. Para além da profissão principal, o meu pai também dá treinos de futebol e foi precisamente com ele que comecei. Lembro-me que quando comecei era a única menina no meio de rapazes e muitos deles eram sete anos mais velhos do que eu. De facto, na altura não havia muitas meninas que gostassem de jogar futebol, já para não falar no grande preconceito e discriminação que havia em relação às que jogavam. O facto de não haver meninas não me prejudicou, até bem pelo contrário, ajudou-me bastante a crescer no futebol. No entanto, hoje em dia as meninas já têm mais possibilidades de jogar futebol em Portugal. A mentalidade da nossa sociedade tem mudado bastante, principalmente nos últimos cinco anos, e por isso já começamos a ver com muito mais frequência meninas a quererem jogar futebol. O melhor conselho que eu posso dar é: por maior que seja a adversidade, sigam sempre os vossos sonhos até ao fim. Nunca desistam daquilo que vos faz feliz!

WSU: How much has women’s football in Portugal progressed since you first started playing? What initiatives are being used to increase player numbers and do you have any suggestions of your own?

MM: As I mentioned in my last answer, when I started there weren’t many girls interested in playing the sport, or at least there were very few in my area and in my age group. However, as the years have gone by society has started to see women’s football differently, which is also due to the excellent visibility that the Portuguese Federation has given to the women’s game. Everything mixed together has meant that there are now more players, more girls and women in Portugal interested in playing football, without there being so many preconceptions as in the past. The FPF, in partnership with those clubs that support women’s football in Portugal, have done a fantastic job in boosting the profile of this sport via a range of competitions and tournaments over the course of the whole year. Personally speaking, I think another way of increasing the player numbers in Portugal would be via the development of youth academies at the country’s biggest clubs like Sporting Lisbon, Benfica or FC Porto. As they’re so popular, they’d draw loads of girls into the women’s game and encourage other clubs to do the same.

Como referi na resposta anterior, quando comecei não havia meninas interessadas na modalidade ou as que havia eram muito poucas na minha zona e com a minha idade. No entanto, à medida que os anos vão passando, a sociedade tem olhado para o futebol feminino com outros olhos, também devido à excelente projeção que a Federação Portuguesa de Futebol tem dado à vertente feminina. Tudo misturado tem feito com que haja mais jogadoras, mais meninas e mulheres interessadas em jogar futebol em Portugal sem haver os preconceitos do passado. A FPF, em colaboração com os clubes que apoiam o futebol feminino em Portugal, tem feito um ótimo trabalho em divulgar esta modalidade através de diversas competições e torneios durante o ano inteiro. Pessoalmente, acho que uma das maneiras de aumentar o número de jogadoras em Portugal será através do desenvolvimento de diversas academias de preferências em clubes grandes como o Sporting, Benfica ou Porto, porque, como são muito conhecidos, chamariam muitas meninas a jogar e incentivariam outros clubes a fazer o mesmo.

WSU: Could you tell us about some of the fantastic people working in women’s football within the Portuguese Federation?

MM: The development and progress that has made it possible for Portuguese women’s football to be able to aim so high is largely down to the FPF and all the member clubs that support women’s football. Mónica Jorge has played a fundamental part in furthering and developing women’s football in Portugal. There is no doubt whatsoever there are now more teams, more players, more visibility and more media interest, and little by little there is starting to be more respect in general towards our sport, as well as there being more equality for all those girls and women who enjoy playing football. The FPF is also made up of other great professionals such as Selma Pereira, Ana Caetano, Francisco Neto, Marisa Gomes, José Paisana and Susana Cova, who have built up a close relationship with the players, go to watch games at home and abroad and seek out information on players, working alongside coaches at club level, all of which helps strengthen the national set-up – which can call upon more and more talented players. In terms of the national team, we’re growing stronger all the time and for us players we feel like we’re part of a family. The coaches and all the staff really look after us on and off the pitch and, over and above the sporting side of things, they take an interest in everything about us, our happiness, our well-being, because they know that also helps make us winners. The well-being and togetherness of the group are given top priority and that’s why we always pull in the same direction, working towards one shared objective and always looking to do our country proud.

Se há um grande responsável por tamanha projeção na vertente feminina em Portugal, este desenvolvimento e progresso deve-se à Federação Portuguesa de Futebol e a todos os clubes associados que apoiam o futebol feminino. A Profª Mónica Jorge tem sido fundamental no que toca a projeção e desenvolvimento do futebol feminino em Portugal. Há indiscutivelmente mais equipas, mais jogadoras, mais visão e interesse por parte dos medias, e passo a passo começa a haver mais respeito à nossa modalidade em geral havendo de facto mais igualdade para todas as mulheres que gostam de jogar futebol. A Federação Portuguesa de Futebol também é constituída por grandes profissionais como é o caso da Selma Pereira e da Ana Caetano, dos professores Francisco Neto, Marisa Gomes, José Paisana e Susana Cova que têm mantido uma relação mais próxima com as jogadoras, assistem aos jogos nacionais e internacionais, procuram informações acerca das jogadoras junto dos treinadores dos clubes e isso ajuda a fortalecer a Seleção Nacional, que conta com cada vez mais talentos descobertos por eles. No que toca ao grupo da Seleção Nacional, tem-se tornado cada vez mais forte e para nós jogadoras é como a nossa família. Os professores e todo o staff preocupam-se muito connosco dentro e fora de campo e que, para além do aspeto desportivo, são interessados por tudo o que nos diz respeito, a nossa felicidade, o nosso bem-estar porque isso também nos faz vencedoras. O bem-estar e coesão do grupo são a prioridade e é por isso que todos trabalhamos em prol de um mesmo objetivo comum de maneira a honrar sempre as nossas cores nacionais.

WSU: One final question. After Portugal missed out on qualifying for the 2015 World Cup, is the focus now on making sure the squad are as strong as possible for EURO 2017 qualifying?

MM: Women’s football in Portugal has made a lot of progress in recent years and that’s also been reflected at national-team level. Even after it became mathematically impossible for us to qualify for Canada 2015, we took every game very seriously and didn’t consider our qualifying bid over until after our very last game versus Belgium on 17 September. As far as the EURO is concerned, we’re aware of just how important a challenge it will be for this squad. We’re a young group of players but we’re very ambitious, very determined and we all work really hard to make sure we all give our best in every game. Even though Portugal have never qualified for a Women’s EURO before, we’ll tackle EURO 2017 qualifying with every intention of achieving something historic.

O Futebol Feminino em Portugal tem crescido muito nos últimos anos e isso também se reflete nas Seleções Nacionais. Mesmo depois de, matematicamente, a qualificação para o Mundial no Canadá 2015 já não ser possível, encaramos todos os jogos com muita seriedade. Não consideramos a nossa tentativa de qualificação encerrada até o nosso último jogo, contra a Bélgica no dia 17 de setembro. Quanto ao Europeu, estamos conscientes do enorme desafio que será para este grupo. Somos um grupo jovem com muita ambição, somos determinadas e todas trabalhamos muito para conseguir dar sempre o melhor em cada desafio. Mesmo que nunca antes tenha acontecido, começaremos a qualificação para o Europeu de 2017 com a mentalidade de tentar fazer o que ainda não foi feito em Portugal na vertente feminina.

2 Comments
  1. Gina West 5 years ago

    Brilliant interview Nick.
    Thank you Mónica for giving us an insight into your football career so far. I am sorry Portugal were unsuccessful in their World Cup qualifying campaign but it is positive that your focus is now on EURO 2017. It is good to read the progress of women’s football from the time you first started playing, lets hope that it continues and at an even faster pace.

  2. Asa 5 years ago

    Another Great interview Nick, Thank you

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